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Uma carta de adeus

Hoje faz exatos seis dias que você foi embora. Você esteve presente em mais da metade da minha vida, foi o melhor presente de aniversário atrasado que já ganhei, foi meu melhor amigo e meu companheiro durante 17 anos. Com certeza não estava nem perto de te dizer adeus, mas você estava pronto para partir. Escrever essa carta de adeus é o mínimo que posso fazer para relembrar todos os nossos momentos especiais. É claro que você nunca vai ouvi-la, mas escrevê-la parece ser uma obrigação, para deixar registrada para sempre toda a nossa história. Eu lembro que tive duas cachorras e fui mordida por outra antes de você nascer. As duas que moravam na minha casa eram boazinhas, mas nunca pareceu, pelo menos para mim, que eram parte da minha vida. Acho que elas fizeram com que eu gostasse de animais de estimação. A terceira, que passou poucos dias na minha casa, e me mordeu quando eu tinha apenas sete anos, com certeza me traumatizou e trouxe pesadelos por muitos anos. Achei realmente que não co...

Histórias da pandemia: Como 3 brasileiras estão enfrentando o distanciamento social

     Em março as nossas vidas mudaram completamente. Quem diria em que um dia enfrentaríamos uma pandemia? Ou que teríamos que nos distanciar repentinamente por causa do coronavírus? Todo início de ano é cercado por muita expectativa e sonhos, e apesar de ser o terceiro mês, todos ainda estavam fazendo diversos planos para o restante do ano. Tudo foi interrompido bruscamente. Adaptação foi a palavra-chave usada durante muitas semanas, principalmente nos meios de comunicação.            Nosso cérebro foi feito para se adaptar a situações diferentes, mas ele também ama uma rotina, gosta de ter conforto e interage muito bem com atividades simples e fáceis.     A psicóloga e neuropsicóloga Renata Sarmet conta um pouco sobre o comportamento do cérebro e de como ele foi impactado pela pandemia.“Quando a gente chegou nesse momento, que é algo que não temos controle, nos vimos dentro de casa, passando muito tempo com a família, ...

Adoção Tardia: Conheça as histórias das famílias criadas a partir deste ato de amor

          Há exatos 12 meses, dei início a essa matéria sobre adoção. O tema sempre me chamou a atenção por ser algo complexo, cheio de mitos, preconceitos e curiosidades envolvendo pessoas, famílias, crianças e lares. Com o objetivo de trazer luz à temática, passei a procurar fontes que pudessem falar um pouco sobre o tema.           No dicionário, a palavra “adoção” significa “aceitação espontânea de pessoa como parte integrante da vida de uma família, de uma casa”. Essa premissa realmente não poderia ser mais verdadeira. No período em que realizei as entrevistas pude conhecer de perto a realidade das famílias que adotaram e das crianças que foram adotadas, além ver a realidade das outras pessoas envolvidas com projetos de adoção. Com elas aprendi que adotar é muito mais que um simples ato corriqueiro, é um ato de amor, de aceitar e ser aceito, e assim criar ou fazer uma família crescer.         ...

BOOK WEEK #31: "Amon, meu avô teria me executado"

“A leitura foi e é um abrir de portas para mim”

Como o aprendizado precoce da leitura transforma vidas “Ler faz bem” é uma frase bem comum que passamos a vida escutando dos nossos professores. Mas ler faz bem exatamente para quê? Quais benefícios nós ganhamos quando lemos? Para a neuropsicopedagoga Kelly Dalmas, de 50 anos, a leitura vai influenciar todos os aspectos da nossa na vida. "A leitura é muito importante para o desenvolvimento da criança desde cedo, pois desenvolve a imaginação, as emoções e os sentimentos de forma prazerosa e significativa, podendo formar um indivíduo crítico, ativo, que compreende o meio em que vive e modifica-o de acordo com a necessidade.” Se ler faz bem para o desenvolvimento da mente, assim como um exercício faz bem para o desenvolvimento do corpo, a partir de qual idade é indicado o aprendizado da leitura? Quais pré-requisitos uma criança deve ter para aprender a ler? Segundo Kelly, as crianças podem ser incentivadas desde pequenas, mas elas estarão prontas para a alfabetização entre 6...

Mulheres superam medos de dirigir em escolas para habilitados

Todo ser vivo sente medo, alguns sabem o que temem, outros só descobrem quando passam uma determinada situação, outros desenvolvem medos após sofrerem acidentes, que deixam marcas físicas e emocionais. Se o medo não é tratado, ele acaba paralisando a sua vítima e a impede de realizar aquela determinada atividade novamente. Entre os medos que mais paralisam as pessoas está o medo de dirigir. Esta é uma atividade que exige muito dos seus habilitados, e também envolve a vida de diversas pessoas. Homens e mulheres têm medo de dirigir, mas o maior público que sente esse medo, segundo Neuza Corassa, psicóloga especializada no medo de direção e autora do livro “Vença o medo de dirigir”, são mulheres com idade entre 30 e 45 anos. Elas correspondem a 80% das pessoas que têm medo de dirigir. Para ajudar as pessoas a vencerem seus medos de dirigir, foram criadas as escolas para habilitados, como a Dirigindo Bem. A escola está presente em 10 estados brasileiros e só na cidade de São Paulo...

O que mudou na vida dos paulistanos que trocaram o transporte público e o carro pela bicicleta

Spoiler: Eles estão mais felizes! Para se locomover, no início, o homem usava somente as próprias pernas, mas ao descobrir que poderia domar animais, começou a usá-los como meio de transporte. E, assim, a locomoção passou a ser mais rápida, e o homem conseguia chegar a lugares mais distantes. Muito séculos depois o homem criou duas novas formas para se locomover: o carro e a bicicleta. Os dois meios de transporte passaram por muitas transformações até chegar ao que conhecemos nos dias de hoje.  O carro foi, por muitos anos, o sonho de consumo de milhões de pessoas, mas o trânsito, a poluição, o estresse, a preocupação com a saúde pessoal e do planeta, têm feito com que uma parcela dessa população mude de objetivo, trocando o desejo pelas quatro rodas do automóvel pelas duas da bicicleta.  Na cidade de São Paulo, essa troca acontece todos os dias, mas de uns anos para cá, esse número tem ficado expressivo, devido à facilidade que as ciclovias criaram para aqueles q...