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A importância da doula: “Todas nós merecemos partos cheios de respeito e segurança”

Acolhimento, atenção, cuidado atento e contínuo: esse é o verdadeiro significado de ser doula. É com ela que você vai poder contar e se apoiar, além do seu acompanhante, antes, durante e depois do seu parto.  O parto, esse momento único na vida de uma mulher, é motivador por trás da escolha de duas doulas, a Jessica e a Flora. Não foi só o conceito do parto o responsável por essa decisão, mas por terem tido seus próprios partos. Através de suas experiências como mães é que elas chegaram à decisão de que queriam ser doulas.  Para a doula e educadora perinatal Jessica Toregiani, de 27 anos, o seu primeiro contato com o parto não foi uma boa experiência. Ela queria muito um parto natural na primeira gestação, por isso se informava muito sobre o assunto e chegou à conclusão de que não precisava de uma doula.  A gestação passou e, quando ela chegou a 35 semanas, depois de uma consulta de rotina em um hospital do convênio, acabou sendo internada e seu filho nasceu de cesariana. A indicação d
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Mães e profissionais: os desafios da dupla jornada das mulheres

Mariana, Laryssa e Luciana. O que essas 3 mulheres têm em comum? Essas mulheres, que são mães e profissionais, todos os dias enfrentam e vencem os desafios dessa dupla jornada.   Durante a pandemia da covid-19 essa dupla jornada têm se intensificado cada vez mais. Diversas mulheres começaram a trabalhar em regime de home office e muitas outras tiveram que abdicar de suas profissões para cuidar da família.  De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pelas organizações Gênero e Número e SOF Sempreviva Organização Feminista, 50% das mulheres passaram a cuidar de alguém durante a pandemia. Esse estudo ainda mostrou que 42% delas eram responsáveis pelo cuidado de outra pessoa sem o apoio de pessoas de fora da família. Para que você consiga compreender melhor essa difícil situação e essa pesquisa, e para que muitas outras pessoas se transformem de números em histórias reais, vou contar hoje as narrativas de 3 mulheres.   Crédito: arquivo pessoal Mariana Cargnelutti atualmente tenta equili

A amiga dos animais

Roberta Guimarães, de 52 anos, advogada com 30 anos de carreira e formada recentemente em medicina veterinária, é um verdadeiro exemplo de que não existe idade para realizar os  nossos sonhos. Sabe aquele sonho que você colocou na gaveta porque não conseguiu realizá-lo dentro do cronograma que gostaria? Inspire-se nessa história e dê o pontapé inicial para começar a viver seu sonho.  Filha única, ela conta que, por conta da rigidez e dos cuidados da mãe, quando foi escolher qual profissão seguir, não conseguiu ingressar imediatamente no curso dos seus sonhos.  “Quando fui fazer o vestibular, não tinha faculdade de veterinária em Santos e a minha mãe falou que poderia fazer qualquer curso, mas sem sair da cidade. Então eu obedeci. Me inscrevi nos cursos de administração, economia e direito, passei nas três, e acabei escolhendo direito”. Durante 30 anos, a amiga dos animais exerceu a profissão de advogada, mas há 6 anos, depois de perder os dois pais e ficar um período com a coluna trava

O apanhador de sonhos

Quem acha que não é possível viver de sonhos ainda não teve o prazer de conhecer Rômulo Feletti. O capixaba de 32 anos trabalha para captar os sonhos de milhares de casais há mais de 15 anos. A fotografia faz parte do DNA do profissional e os casamentos são o foco principal do seu trabalho. A profissão foi herdada desde o berço. O pai dele, que é fotógrafo há 35 anos, lhe ensinou o caminho das pedras. No início, o Rômulo, que nasceu no interior do Espírito Santo, ajudava nas coisas mais básicas, como, por exemplo, segurar a luz. Mas acompanhar seu mestre nunca foi apenas um hobby. Apesar de ser formado em administração, desde o início ele já observava tudo. E quando menos esperava, já estava tirando fotos.  Em todo começo de profissão, copiamos tudo o que nosso mestre nos ensina, mas com o passar do tempo acabamos desenvolvendo nosso próprio estilo de trabalho. E foi isso que aconteceu com o Rômulo. Ao longo dos anos, outras ideias de fotografia foram pipocando na cabeça do jovem e, de

A colecionadora de destinos

  Mariam Zoghbi, ou simplesmente Mari, cultiva um amor por viajar sem igual. Há 5 anos ela começou sua jornada pelo descobrimento de novas rotas e virou uma verdadeira colecionadora de destinos. Quando estava terminando a graduação em Design, aos 25 anos, sentiu o desejo de conhecer o mundo primeira vez. Essa estreia com certeza foi muito marcante, afinal, a paulistana foi visitar a terra da rainha. A mudança de mente ocorreu após alguns acontecimentos: o cansaço do final da faculdade, a vontade de fazer algo novo e a indicação de uma agência de intercâmbio. Em apenas uma semana, fechou o pacote e voou para Londres.  Durante esse primeiro mês de viagem, conheceu muitos lugares, estudou um novo idioma e ainda deu uma passadinha por Paris. Mas Londres tinha tantos destinos a conhecer, que a colecionadora voltou triste para casa, e depois de poucos meses resolveu se preparar novamente para visitar o continente europeu. E não é que esse retorno durou mais tempo?  Lá se foram 9 meses (6 del

Uma carta de adeus

Hoje faz exatos seis dias que você foi embora. Você esteve presente em mais da metade da minha vida, foi o melhor presente de aniversário atrasado que já ganhei, foi meu melhor amigo e meu companheiro durante 17 anos. Com certeza não estava nem perto de te dizer adeus, mas você estava pronto para partir. Escrever essa carta de adeus é o mínimo que posso fazer para relembrar todos os nossos momentos especiais. É claro que você nunca vai ouvi-la, mas escrevê-la parece ser uma obrigação, para deixar registrada para sempre toda a nossa história. Eu lembro que tive duas cachorras e fui mordida por outra antes de você nascer. As duas que moravam na minha casa eram boazinhas, mas nunca pareceu, pelo menos para mim, que eram parte da minha vida. Acho que elas fizeram com que eu gostasse de animais de estimação. A terceira, que passou poucos dias na minha casa, e me mordeu quando eu tinha apenas sete anos, com certeza me traumatizou e trouxe pesadelos por muitos anos. Achei realmente que não co

Histórias da pandemia: Como 3 brasileiras estão enfrentando o distanciamento social

     Em março as nossas vidas mudaram completamente. Quem diria em que um dia enfrentaríamos uma pandemia? Ou que teríamos que nos distanciar repentinamente por causa do coronavírus? Todo início de ano é cercado por muita expectativa e sonhos, e apesar de ser o terceiro mês, todos ainda estavam fazendo diversos planos para o restante do ano. Tudo foi interrompido bruscamente. Adaptação foi a palavra-chave usada durante muitas semanas, principalmente nos meios de comunicação.            Nosso cérebro foi feito para se adaptar a situações diferentes, mas ele também ama uma rotina, gosta de ter conforto e interage muito bem com atividades simples e fáceis.     A psicóloga e neuropsicóloga Renata Sarmet conta um pouco sobre o comportamento do cérebro e de como ele foi impactado pela pandemia.“Quando a gente chegou nesse momento, que é algo que não temos controle, nos vimos dentro de casa, passando muito tempo com a família, que antes estava acostumada a ver a gente na rua, com tudo isso